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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O encerramento em grande estilo foi no SESC Pinheiros Ano da França no Brasil chega à reta final com um final de semana de intensos e explosivos encontros durante o "Estação SESC Brasil” .
Não poderia terminar melhor. O sábado de encerramento do Ano da França no Brasil teve a energia como protagonista no palco do Teatro Paulo Autran, dia 14 de novembro. “Estação SESC Brasil” reuniu a cada dia dois encontros de artistas, um francês e um brasileiro, para dividir o palco para um intercâmbio musical entre os dois países.




Na abertura do desafio, a tarefa ficou com dupla Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra, que harmonizou bem com o roqueiro Bertignac e também o grupo do rapper francês Spleen que sintonizou com a banda Isca de Polícia.



Após uma turnê que passou por Recife, João Pessoa e Brasília, Spleen chegou a São Paulo bem à vontade. “Tivemos a chance de encontrar uma cultura e um povo, e também colaborar com artistas muito talentosos e com uma visão sobre música completamente diferente”, conta.
Sobre o público até agora, ele confessa estar entusiasmado. “Eu não tenho nada a reclamar, porque me dizem que nosso show é muito apreciado por todos os lugares por onde passamos. Para nós é realmente incrível, porque as pessoas têm uma cultura da dança e do canto, que não é comum na França”, observa.
Já Paulo Lepetit, curador do festival “Estação SESC Brasil”, junto com Mathieu Rougé, e também baixista da banda Isca de Polícia, vê a turnê como uma experiência marcante para todos. “A gente trabalhou o ano inteiro nisso. A convivência com os músicos franceses tem sido muito bacana, enriquecedora. Eles estão realmente encantados com essa troca.
Alguns estão indo embora amanhã e estão saudosos e tristes por isso”, acredita. Mesmo antes dos shows começarem, o público já se entusiasmava com o que iria ver e apostava no calor com que os brasileiros geralmente recebem os visitantes. “Acho que os brasileiros sabem recepcionar muito bem os franceses, então eles devem estar muito à vontade no palco”, previa o funcionário público Paulo Gomes, de 45 anos.
Foi isso que viu até aqui no Ano da França no Brasil a aposentada Cecília Gomes. “Viemos a vários eventos, já nem sei mais dizer quais. É um intercâmbio muito bonito, interessantíssimo, que sempre acresce muito a gente”, relata.



Isca de Polícia a banda do Itamar Assumpção, você se lembra?


TOM ZÉ


Edgard afirma que é bom sair dos padrões de referência anglo-saxões. “Essa troca de informação de artistas bacanas, falando línguas latinas, saindo do eixo Inglaterra-Estados Unidos, é bom para trazer coisas novas à plateia. Aqui em São Paulo tem uma colônia francesa forte, mas esses shows foram para o nordeste e Brasília também e devem ter aberto a cabeça de muita gente. Fiquei muito feliz pelo convite”, declara o guitarrista, aclamado com um dos melhores do Brasil.
No domingo, será a vez dos artistas Jeanne Cherhal + Tom Zé e Sandra Nkaké + Naná Vasconcellos


Naná Vasconcelos

bjs a todos
Jujah


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

França e Brasil

Bonecos gigantes sobrevoaram o Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Dentro dos eventos de encerramento do Ano da França no Brasil, o grupo Plasticiens Volants se apresentou no centro da cidade com boneco inspirado na obra dos osgemeos.
No dia 12 de novembro, o Vale do Anhangabaú recebeu visitantes inusitados. Em comemoração ao Ano da França no Brasil, os gigantes infláveis do grupo francês Plasticiens Volants fizeram uma apresentação especial. Em parceria com os artistas de rua brasileiros, conhecidos como osgemeos, o grupo deu vida a um dos desenhos dos artistas que fica estampado na parede de um prédio do vale. Chamado carinhosamente de "O estrangeiro", o boneco ganhou vida e contou com a ajuda de amigos que o ensinaram a andar e até mesmo a voar. E fará o mesmo no dia 13 de novembro às 19h30.
Otávio Pandolfo, um dos gêmeos, conta que a conversa com o grupo francês começou há 2 anos quando foram apresentados por um produtor na Holanda. "Já tínhamos visto o trabalho deles no Brasil em 1995 quando nos conhecemos oficialmente. Foi muito emocionante ver nossa obra virar um boneco tridimensional de 20 metros de altura." Para ele, iniciativas como essas são muito ricas para os brasileiros. "O Plasticiens Volants é um grupo de teatro de rua, arte que é bem tradicional na França. O Brasil ainda é tímido em apresentações desse tipo. Acho importante trazer trabalhos nesse formato e incentivar nossos artistas."

Marc Bureau, diretor do grupo Plasticiens Volants, ficou emocionado durante o espetáculo. Segundo ele, o público brasileiro é sempre muito animado e cuidadoso com os bonecos. "Eles se envolvem mais com o espetáculo do que os europeus. Fiquei realmente feliz e emocionado. Além disso, o público ainda foi super cuidadoso com nossos bonecos", garante Marc. "Para nós, essa troca de cultura é muito rica. Trabalhar com osgemeos foi muito interessante. Já gostávamos do trabalho deles e depois que tivemos a oportunidade de ver mais coisas, viramos fãs".
Para o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, Danilo dos Santos de Miranda, não havia melhor maneira de festejar a união entre os dois países. "Juntamos aqui artistas brasileiros e franceses que trabalharam para realizar um mesmo espetáculo, que foi apresentado na rua, num lugar simbólico de São Paulo. Um resumo dos ideais do Ano da França no Brasil."
E quem concorda é a administradora do Ano da França no Brasil, Moema Salgado. "Nos preocupamos em marcar três datas principais do ano - abertura, 7 de setembro e encerramento - com trabalhos populares e abertos ao público. É o que vem acontecendo nessa semana em todo país e não poderia ser diferente em São Paulo."
A festa no Vale do Anhangabaú ainda contou com um show de abertura do grupo Siba e a Fuloresta, com participação especial da Nação Zumbi.
No dia 13, o grupo repete a dose às 18h30 com participação especial de Zeca Baleiro. Siba conta que para os artistas é sempre um prazer participar de encontros culturais. "Fizemos um evento do Ano da França no Brasil em Belém e agora estamos aqui em São Paulo para um segundo. Acho muito bacana essa troca, assim como foi ótimo termos tido o Ano do Brasil na França", garante o compositor.
Renata de Almeida, produtora, levou os filhos Jonas, de 11 anos, e Tiago, de 7, para acompanhar o evento. "Temos acompanhado alguns eventos do Ano. Para mim, que estive envolvida na Mostra de Cinema, foi bastante interessante. Tivemos vários filmes franceses e um deles, inclusive, foi premiado", lembra Renata. Os meninos estavam animados com o espetáculo e dentre os eventos do Ano da França no Brasil, lembraram do Pequeno Príncipe. "Ainda queremos ir lá ver", garante Jonas.
Os irlandeses do Cranberries, que anunciaram recentemente o retorno aos palcos, vêm ao Brasil pela primeira vez no início de 2010 para quatro shows. A banda liderada pela vocalista Dolores O'Riordan passará pelo Rio de Janeiro (28/01, Citibank Hall), São Paulo (30/01, Credicard Hall), Belo Horizonte (31/01, Chevrolet Hall) e Porto Alegre (03/02, Pepsi On Stage).

A pré-venda dos ingressos para clientes do cartão começam já no próximo dia 18, mas a produtora da turnê brasileira ainda não tem informações sobre os valores das entradas. Na página do Cranberries ainda não constam as datas no Brasil, mas no site oficial de Dolores já há anúncio sobre a turnê na América Latina, que começa no dia 26 de janeiro em Santiago, no Chile, e passa também por Peru, Equador, Venezuela e Argentina.

O Cranberries ganhou fama mundial no começo da década de 1990 com hits como "Linger", "Zombie", "Dreams", "Ode to My Family" e "Just My Imagination". Além de Dolores, a banda é formada também Fergal Patrick Lawler (bateria) e pelos irmãos Noel (guitarra) e Mike Hogan (baixo). Eles encerraram as atividades em 2003 e anunciaram o retorno aos palcos para este mês de novembro numa turnê pelos Estados Unidos e Europa.

A banda nunca tocou no Brasil, conforme confirmado por Dolores em entrevista ao UOL em 2007, ano em que ela esteve por aqui para fazer shows em carreira solo. Essa atual turnê brasileira também coincide com o lançamento do novo disco solo da vocalista, "No Baggage



A novela mexicana da semana, foi para a banda Aerosmith


De acordo com o guitarrista Joe Perry, o vocalista Steven Tyler nunca mais entrou em contato com os demais integrantes do Aerosmith e, ao que tudo indica, decidiu deixar a banda.Joe foi além e disse que é muito provável que a banda comece a procurar por um vocalista para substituir Steven, já que acabar com a banda não está nos planos dos músicos.A saída de Steve, contudo, ainda não foi confirmada



O vocalista do Aerosmith, Steve Tyler, declarou que não vai deixar a banda, um dia depois que a imprensa especulou sobre a saída do músico.
Tyler, de 61 anos, apareceu de surpresa durante um show de seu colega Joe Perry para interpretar uma versão do clássico do Aerosmith 'Walk This Way'. Mas, antes de começar a canção, Tyler declarou ao público: 'Só quero que Nova York saiba que não vou deixar o Aerosmith e, Joe Perry, você é um homem de muitas cores, mas eu sou a mãe do arco-íris!', gritou no palco.
O futuro da banda de rock formada em Boston parecia incerto na segunda-feira, depois da publicação de notícias - não confirmadas - indicando que Tyler teria deixado o grupo depois de 40 anos juntos. Tyler, um dos funddores do Aerosmith, havia assinalado que estava se despedindo da banda em uma recente entrevista à revista britânica especializada em música Classic Rock.
'Não sei ainda o que estou fazendo. Mas, definitivamente, será algo Steven Tyler: vou trabalhar na minha própria marca, a grife Tyler'. O guitarrista Joe Perry alimentou os rumores ao indicar ao jornal Las Vegas Sun que o cantor havia deixado a banda depois de um show recente em Abu Dhabi




Sublime de volta !!! Ebaaaaa

No dia 23 de outubro, o baixista Eric Wilson e o baterista Bud Gaugh fizeram um show de reunião do Sublime num festival californiano, tendo o vocalista e guitarrista Rome Ramirez no lugar de Bradley Nowell, que faleceu em 1996, vítima de uma overdose de heroína aos 28 anos de idade.Contrariando a família do falecido frontman, que alega que o uso do nome da banda era direito exclusivo de Bradley, a reunião foi feita sob o nome Sublime.Após uma ação legal, a família de Bradley conseguiu o que queria: um juiz determinou que os integrantes remanescentes não podem se apresentar como Sublime.


CD SAINDO DO FORNO - DEAD FISH
A banda capixaba de hardcore Dead Fish lançará no final do mês seu álbum mais recente, “Contra Todos”, na vizinha Argentina.Por lá, o trabalho será lançado pelo selo Pinhead Records.Aproveitando o lançamento, o quarteto toca em Buenos Aires no dia 22 de novembro, na comemoração dos 77 anos do Luna Park, tradicional casa de shows da capital.

São essas as news culturais.

Aproveitem o sol com moderação e muiiiiiito protetor solar

BJs Jujah

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

APAGÃO DE NOVO ....HUM...

A alguns anos tivemos o apagão em todo território nacional, onde deixou a população sem luz durante os intermináveis 40 minutos . Nesta terça feira tivemos outro apagão em 18 estados brazucas com mais de 5 horas sem energia....
Nosso ministro de energia disse a diversas mídias que " foi um pequeno acidente" o Brasil ficar sem luz , já que nosso sistema de energia é um dos melhores do mundo.
O resposnável pela hidrelétrica de Itaipu, disse que não caiu nehum raio no local...o jogo do empurra empurra apenas começou....
Foto do transito de São Paulo no incio do apagão


Este " pequeno incidente" trouxe alguns prejuízos....

Lojas do McDonalds da avenida 9 de Julho e Vila Arens registraram prejuízo de R$ 9,5 mil, entre vendas em produtos jogados fora. Segundo o gerente Marcelo Dela Costa, ao todo foram R$ 8 mil em vendas e R$ 1,5 mil em produtos. “O drive-thru da avenida 9 de Julho funciona até as 4h e tivemos que encerrar o expediente muito antes.”Os donos fizeram levantamento do prejuízo para tomar as providências. No momento do blecaute, Marcelo disse que o único receio era o de assalto. “Optamos por fechar as portas e não correr riscos.”




- Bebês no município de Bauru faleceram; pois os aparelhos não funcionam sem energia elétrica ...

- Diversos comérios que trabalham com produtos alimentícios perderam toda sua mercadoria refrigerada...

- Vacinas em diversos locais do território nacional foram jogadas fora....


O coordenador do Procon, Antônio Augusto Giaretta, disse que tanto pessoa jurídica quanto física devem, em primeiro lugar, entrar em contato com a distribuidora de energia, no caso a CPFL, para informar os prejuízos.

Caso a distribuidora não cumpra o que foi acordado, daí a pessoa física deve procurar o Procon e a jurídica entrar com uma ação na Justiça.

Os consumidores devem registrar a reclamação na distribuidora até 90 dias após o dano e anotar o número de protocolo. É importante que se reúna o máximo de comprovações e detalhes sobre o problema.

O telefone da CPFL é o 0800 010 25 70.



Comerciantes de Jundiaí tiraram o dia de quarta-feira para contabilizar os danos causados com o blecaute da madrugada. As perdas foram das mais variáveis, desde equipamentos, produtos até prejuízos com vendas.

Um açougue da região central teve os dois balcões que armazenam carnes queimados com as quedas de energia. O conserto de cada balcão deverá custar cerca de R$ 5 mil.

Os donos moram em São Paulo e só ficaram sabendo que Jundiaí também fora afetada pelo apagão na manhã desta quarta-feira. Segundo Edvaldo Jesus, haviam produtos armazenados nos balcões, mas foi possível guardá-los na câmara de refrigeração a tempo.

Em contato com a CPFL, os donos foram orientados a aguardar uma carta da empresa para o conserto dos balcões, previsto para daqui dez dias. “O problema é que não posso ficar todo esse tempo sem utilizar o equipamento.”

A Padaria Conceição, na Ponte São João, teve de transformar 2,8 mil pães em farinha de rosca. “Para atender a demanda logo nas primeiras horas do dia, é comum colocarmos os pães crús em câmaras refrigeradoras”, disse Dorival Gonzáles. “É a primeira vez que tenho tamanho prejuízo.”



“É recomendável que o consumidor que teve eletrodomésticos danificados devido ao apagão ocorrido na noite de terça-feira (10/11) procure a companhia distribuidora de energia, solicitando uma vistoria para verificação da extensão dos danos”, afirma Daniela Francisca Lima, advogada especialista em Direito Cível do Innocenti Advogados Associados.

“Caso o consumidor não seja atendido em sua solicitação, poderá ainda procurar os órgãos de defesa do consumidor, ou ainda os juizados especiais cíveis, de forma a obter o ressarcimento pelo prejuízo sofrido”, complementa Daniela.


Para Ana Luisa Porto Borges, advogada de Direito Civil do Peixoto e Cury Advogados, “a empresa que teve qualquer prejuízo com máquinas ou aparelhos provocados pelo apagão deve procurar a Aneel, no telefone 167, que designará um posto da distribuidora de energia local para preencher um formulário para abrir uma ocorrência administrativa.

Após esse procedimento, a distruidora deverá realizar uma vistoria em dez dias. Nesta vistoria, se ficar comprovado que o produto foi danificado em virtude do apagão, a distribuidora deverá ressarcir a empresa. A empresa pode recorrer também direto ao Judiciário, só que no Judiciário terá que provar o dano antes de entrar com a ação".

Ainda segundo a advogada, existe uma resolução da Aneel que regulamenta os prazos e a forma de reivindicação dos prejuízos para este tipo de situação. Neste caso, “o consumidor tem o prazo de 90 dias para notificar o problema, sendo que a distribuidora tem o prazo de 10 dias a partir de tal comunicação para realizar a vistoria, caindo o prazo para 1 dia em caso de aparelho que contenha produtos perecíveis (ex. geladeira). Após a vistoria, em 15 dias a distribuidora deverá comunicar ao consumidor o resultado do pedido. Caso seja deferido, o pagamento deverá ser feito no prazo de 20 dias”.




PORTINARI



Para comemorar o Ano da França no Brasil, foi inaugurada no dia 10 de novembro, a exposição “Portinari em Paris 1946 – 2009”.
A mostra, que ficará em cartaz até o dia 4 de dezembro na PUC Rio, relembra a exposição do artista em 1946 na galeria Charpentier na França. No dia 11 de novembro, terá inicio o Colóquio Internacional realizado em parceria com o Colégio Internacional de Filosofia de Paris (CIPH), evento que contará com a presença de João Cândido Portinari, filho do artista e diretor do Projeto Portinari.
Ana Paula Kiffer, coordenadora do curso de pós-graduação em Letras na PUC Rio, diz como a ideia de exposição e do Colóquio teve início. “Ela surgiu no quadro das iniciativas do Ano da França no Brasil, queríamos homenagear e França e ao mesmo tempo pensar nas relações franco-brasileiras.
A exibição das obras de Portinari em Paris foi a primeira exposição de um pintor brasileiro na França num momento do pós-guerra.” Ana será a mediadora de uma das três mesas-redondas do Colóquio que discute o tema “Pensamento francês contemporâneo no Brasil”, no dia 11 de novembro. No dia 12, serão debatidos outros dois temas “O abstrato, o figurativo, o figural”, que conta com a presença do professor Jacques Leenhardt e “Política e Crise da Modernidade”, que será discutido por professores do CIPH.
O diretor do Projeto Portinari, João Cândido Portinari, trabalha há 30 anos no resgate das obras do artista que pintou a alma do povo brasileiro: “Hoje temos mais de 5 mil obras e 30 mil documentos com todo esse material começamos a produzir eventos que divulgam para o Brasil e para o mundo o trabalho deste grande artista. Ele foi o pintor que refletiu a alma da nação, mas suas obras estavam invisíveis para o grande público. Nosso objetivo é: Portinari para todos”.Segundo Jacques Leenhardt, professor da Escola Superior de Estudos de Ciências Sociais (EHESS) na França e participante do Colóquio, Portinari chega a Paris em um contexto social sensível.
“Ele chega à Paris num contexto pós-Segunda Guerra Mundial, onde os debates políticos e estéticos são muitos, e ele não entende muito bem isto por ser de outro país. Ele mostra aos franceses que sofreram após a guerra outro tipo de tristeza, a dos retirantes brasileiros.”Entre os estudantes estiveram presentes no evento, muitos deles não conheciam Portinari e este foi o primeiro o contato com as obras do artista. “Não conhecia suas as obras de antes, mas já tinha ouvido falar deste pintor.
Achei interessante e consegui entender o que ele quis dizer em cada quadro. Depois desta exposição decidi aprender mais sobre a arte e a vida de Portinari”, diz Marcelo Vieira estudante de informática da PUC. Cláudia Rodrigues, estudante de jornalismo da mesma universidade, também gostou do que viu na exposição. “Conhecia Portinari, mas não profundamente, hoje descobri a importância da exposição de 1946, em Paris. Depois desta mostra e de assistir ao Colóquio, tenho certeza que aprenderei muito mais sobre o pintor e sua relação com a França”.
Thais Avancinni, que estuda Portinari como tema de seu mestrado Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem outra visão sobre a exposição. “Faço mestrado em Artes Visuais e sempre soube o quanto Portinari contribuiu para a arte no Brasil e no mundo. Fico feliz em saber que agora as obras do melhor pintor brasileiro, na minha opinião, serão conhecidas no mundo inteiro. Estarei presente em todos os dias do Colóquio”.


O governador José Serra assinou nesta quarta-feira, 11, um Protocolo de Intenções entre a Sabesp, o Esporte Clube Pinheiros e a Prefeitura de São Paulo para implantação do "Projeto Olímpico CEU e Água", que fomentará novos talentos com vistas às Olimpíadas de 2016. A Secretaria de Esportes do Estado formalizará a autorização para o apoio ao projeto no âmbito das leis de incentivo ao esporte.

Pelo projeto, os futuros nadadores serão selecionados em competições, a partir de dezembro, em 44 CEUs de São Paulo e, posteriormente, serão patrocinados pelo Clube Pinheiros, recebendo treinamento e orientação especial para seguir a carreira esportiva. "Não se trata apenas de treinar atletas olímpicos, trata-se de difundir o esporte, multiplicando as atividades esportivas em São Paulo inteiro", declarou Serra.
Podem participar alunos dos CEUS que estejam praticando aulas de natação. O processo de inscrição e regras serão divulgados até 25 de novembro nos sites www.saopaulo.sp.gov.br, www.capital.sp.gov.br e http://www.sabesp.com.br/.
No evento, também foi anunciada a nova campanha da Sabesp com os nadadores César Cielo e Poliana Okimoto - também apoiadores do novo projeto. Cielo considera fundamental iniciativas como o CEU e Água para a formação integral do cidadão: "Meus pais não me colocaram no esporte para eu ser campeão olímpico e mundial, mas para eu ganhar disciplina. Projetos como esses são muito importantes; se não formarem campeões olímpicos, podem formar pessoas", disse o atleta.



Cesar Cielo participará de dois filmes da Sabesp para a TV, criados pela agência Nova S/B e produzidos pela Cia. de Cinema. Ambos começam a ser veiculados nesta quarta-feira, 11, nas emissoras abertas do Estado. Uma das peças integra a campanha de meio ambiente. A outra tem caráter institucional. As campanhas são intituladas "Funcionário" e "Pesadelo".

Cesar Cielo foi campeão olímpico e mundial dos 50 metros livre (Pequim/2008 e Roma/2009); medalhista olímpico dos 100 m livre (Pequim/2008), campeão e recordista mundial dos 100 m livre, com 46s91 (Roma/2009). É atleta do Esporte Clube Pinheiros


Já a campeã mundial de maratonas aquáticas, Poliana Okimoto, participará de campanhas para divulgar o Programa Onda Limpa - despoluição das praias da Baixada Santista e litoral norte de São Paulo.

Poliana Okimoto conquistou em 21 de outubro o título mundial de maratonas aquáticas, nos Emirados Árabes. O título é o primeiro feminino conquistado pelo Brasil em competições da Federação Internacional de Natação. Okimoto conquistou a medalha de prata no Pan 2007 do Rio de Janeiro e foi sétima colocada nos Jogos Olímpicos de Pequim. Foi, ainda, a primeira brasileira a trazer uma medalha (bronze) no Mundial dos Esportes Aquáticos, disputado em Roma, na Itália.



Bjs a todos
Jujah

























quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nesta semana comemoramos 20 anos da queda do muro de Berlim, um fato que mudou a Alemanhã e a Europa



Dominós foram confeccionados para representar a queda do muro de forma artística


Visão do muro antes de ser derrubado


Ontem fui convidada a participar da Campanha Global pelo banimento do Amianto na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Vi que temos no Brasil que derrubar diversos muros: o da hipocrisia, da política suja que nos ronda em todo território nacional.
Nem o direito de retirar resultados de exames em hospitais, tem sido realizados devido a interesses de grandes firmas onde burlam o resultado ( no caso do Amianto mais precisamente), desviando sua responsabilidade.
Na Campanha Global pelo banimento do amianto estava presente, Laurir Kazan Allen representante da Grâ Bretanha que trabalha juntamente a ABREA - Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto


O lançamento da campanha Mesotelioma, é uma iniciativa do deputado estadual Marcos Martins (PT) e da liderança do partido na Assembleia Legislativa.
A atividade começou às 17:40, no Auditório Teotônio Vilela, na Alesp, e contou com a presença da líder internacional do Ban Asbesto e da repórter de série sobre amianto e saúde, Conceição Lemes, representantes da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto).
O objetivo da campanha é levar informações à sociedade e setores da saúde pública e privada, além de estudantes e trabalhadores, a respeito desse tipo de câncer que faz vítimas em todo o país e decorre o uso de produtos que contem amianto, substância nociva à saúde humana e que causa vários tipos da doença.
O deputado estadual Marcos Martins é autor da Lei 12.684/07 que proíbe o uso do amianto no estado de São Paulo.
Presentes na campanha o INCA (Instituto Nacional de Câncer) e nomes importantes da luta pelo banimento do amianto em todo o mundo como René Mendes, Eduardo Algranti, Susana Mulhman da Superintendência de Buenos Aires, responsável pela substituição do amianto em prédios públicos da municipalidade portenha.
A professora aposentada da Mocroeconomia da USP, Dra. Renata Zoudine, viúva de engenheiro que trabalhou por quatro anos na Eternit e morreu em decorrência de um mesotelioma de pleura, também participou da atividade como representante das famílias que perderam parentes vítimas do amianto.
A Secretaria Estadual da Saúde/Vigilância Sanitária, hospitais públicos e particulares, centros de referência em saúde do trabalhador, universidades, profissionais da saúde, Fundacentro, Incor, secretarias municipais de saúde, CUT, Força Sindical, sindicatos, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e Instituto Latino Americano de Estudos Sócio-Econômicos, além da população em geral, estiveram no evento.
“A informação é uma grande arma contra essa doença [mesotelioma] e outras mais causadas pelo amianto, sério vilão da saúde humana.
Queremos provocar um despertar coletivo para o problema e conscientizar a população da seriedade da doença e também da importância de se buscar um diagnóstico precoce, o que aumenta a chance de sobrevida. E mais, queremos que esse levante, essa campanha, sensibilize os grandes empresários a entrar na luta pelo banimento do amianto junto conosco. A lei paulista já existe, vigora, mas acabar de fato com o asbesto depende da união de forças de toda sociedade. Esse é um momento precioso e essa campanha é uma bandeira fundamental para isso”, destaca Marcos Martins



As telhas de amianto - O barato que sai caro !!






A fibra maligna e assassina que mata impiedosamente os expostos ao amianto já foi banida nos diversos países mais avançados do mundo, tendo sobrevida no Brasil ao entendimento de que se trata de setor rentável e que gera empregos, apesar dos riscos conhecidos, que continuam vitimando trabalhadores, levando-os à morte, sendo que o diagnóstico no geral tem demorado em média de 10 a 20 anos para aparecerem os sinais da doença e seqüelas, mas quando aparece o tempo de sobrevida tem sido muito curto, curtíssimo.


O objetivo da Conferência Internacional é de dar visibilidade às doenças relacionadas ao agente maligno da morte, sensibilizando a sociedade para que exijam de nossas autoridades as medidas pertinentes ao banimento do amianto no Brasil, dando-se assim prevalência à vida saudável, ao invés da prevalência ao mero interesse especulativo do lucro fácil e a qualquer custo, com marketing maqueado para disfarçar a realidade.


João Carlos Duarte Paes
Ao longo da história, a humanidade desenvolveu soluções que a ajudaram a prosperar. A evolução é marcada pela melhoria da solução anterior ou a criação de uma nova que a substitua com maior eficácia.
Durante a Pré-História, por exemplo, a pedra era a principal matéria-prima na fabricação de ferramentas. Com o passar do tempo, o homem descobriu como utilizar metais para os mesmos fins ao desenvolver atividade capaz de estudar e até modificar matérias-primas, conhecida hoje como química.
O fogão primitivo surgiu praticamente junto com a descoberta do fogo. Consistia em um buraco no solo onde se acendia o fogo e se colocavam os alimentos. A seguir, o homem aprendeu a construir fogões de barro e depois o de metal, movidos à lenha, mas apresentavam problemas, uma vez que não existe fumaça boa e fumaça ruim - fumaça inalada sempre será prejudicial aos pulmões.
A lenha foi substituída por carvão e, atualmente, contamos com fogão a gás e elétrico.Em 1880, Thomas Edison desenvolveu a primeira lâmpada incandescente utilizando uma haste de carvão que aquecida passava a emitir luz. A necessidade de maior durabilidade e rendimento nos trouxe a lâmpada como conhecemos hoje com filamento de tungstênio.São inúmeros os produtos e soluções que evoluiram pela necessidade humana, seja por qualidade, desempenho ou segurança.
O amianto é um exemplo. Trata-se de uma fibra mineral natural sedosa. O nome tem origem latina (amianthus), que significa sem mácula ou incorruptível. A palavra se refere às principais propriedades desse material: alta resistência mecânica e a altas temperaturas, a produtos químicos e a microorganismos, boa capacidade de filtragem e de isolamento elétrico, térmico e acústico, afinidade com outros materiais para compor matrizes estáveis (cimento, resinas e ligantes plásticos).
O produto é conhecido e utilizado desde a Antigüidade. Com o advento da Revolução Industrial no século XIX, o amianto foi à matéria-prima escolhida para isolar termicamente as máquinas e equipamentos e foi largamente empregado, atingindo seu apogeu nos esforços das primeiras e segundas guerras mundiais.
Todavia, a evolução contínua e crescente dos conceitos científicos comprovando os efeitos maléficos à saúde humana, demonstram que as doenças relativas à exposição ao amianto in natura, inclusive o crisotila, ou pelos produtos que o contém, podem se manifestar até 40 anos após.
Até a década de 90, o amianto foi largamente utilizado pela indústria, principalmente na fabricação de telhas, caixas d'água, guarnições de freios, revestimentos de discos de embreagem, vestimentas especiais, materiais plásticos reforçados, termoplásticos, massas, tintas, pisos vinílicos, entre outros que já não o usam mais, já que os comprovados riscos desse mineral à saúde se tornam mais estudados e evidentes e alternativas válidas surgiram.
Parte das indústrias de fibrocimento, ainda relutam pela sua substituição. Acreditamos que o risco zero é sempre melhor que o mínimo risco. O amianto é hoje considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e 48 países baniram seu uso, inclusive Chile, Argentina e Uruguai.
O Brasil ainda não figura nessa lista, apesar de contar com tecnologia nacional de ponta e soluções alternativas que substituem o amianto, estando apto a cumprir a Convenção 162 da OIT, que determina a substituição do amianto quando houver tecnologias alternativas, avaliadas cientificamente e aprovadas pela autoridade competente, e definidas como inofensivas ou menos perigosas.
Em julho de 1988, especialistas participantes de um Seminário Nacional Sobre Exposição ao Asbesto (Brasília-DF), concluíram que não existia tecnologia e insumos confiáveis para a substituição do amianto, justificando dessa forma a manutenção controlada do uso do mineral. Hoje isso mudou, contamos com tecnologia e insumos analisados e aprovados pelo Ministério da Saúde e recomendados para substituírem o amianto, resguardando qualidade e bom desempenho, nos produtos de fibrocimento.
Estamos nos referindo ao PVA (poli álcool vinílico), produzido no Japão e na China e o Polipropileno (PP), produzido no Brasil, com tecnologia local referendada por órgãos nacionais e internacionais. O PP é a resina plástica que mais cresce no mundo, atende os requisitos do Ministério da Saúde, além de ser 100% reciclável.
Essa realidade vai de encontro ao objetivo da Abifibro que é a defesa do uso dos produtos de fibrocimento no Brasil e em outros países, fabricados com tecnologia e insumos ambientalmente responsáveis e reconhecidamente seguros, com relação à saúde, tanto no processo de produção, como na utilização pelos consumidores;Atualmente, no País, existem em vigor leis estaduais que proíbem o uso do amianto e dos produtos que o contém, em Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de inúmeras legislações municipais, no mesmo sentido. Em São Paulo, o governo editou lei similar em julho (Lei nº. 12.684/07, de autoria do Deputado Marcos Martins (PT).
Sempre que solicitados, prestamos esclarecimentos sobre o assunto no intuito de disseminar a tecnologia e os insumos seguros à saúde humana disponíveis no Brasil. O amianto teve seu papel. Entretanto, a hora é de evoluir e colocar o Brasil nos patamares mundiais de competitividade sustentável, nos quais a responsabilidade em produzir com segurança, eficiência operacional, preocupação ambiental e valorização das pessoas é pressuposto em qualquer atividade econômica.
João Carlos Duarte Paes Presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento - ABIFibro.



De se ponderar que dentre os malefícios causados à saúde do trabalhador exposto ao amianto um dois que mais se sobressaem é o mesotelioma - um câncer agressivo – incurável, fatal e que atinge indistintamente trabalhadores e aqueles indiretamente e/ou ambientalmente expostos, que não tem relação com o fumo, com tempo de exposição e nem com a concentração de poeira no ar.
Seu prognóstico é sombrio, levando ao óbito quase a totalidade dos pacientes em menos de um ano.Algumas novas técnicas terapêuticas têm permitido uma melhor sobrevida, mas ainda não há cura para este câncer mortal.
Que tal dar uma olhadinha em sua casa: suas telhas, tubulações...o barato sai caro - pense nisso .
Jujah

domingo, 8 de novembro de 2009

O filme "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles de 2002, foi considerado um dos 100 melhores filmes da década segundo lista publicada no último sábado (7) pelo jornal inglês "The Times". O diretor paulista ainda aparece mais uma vez na compilação, pela direção de 'O Jardineiro Fiel', de 2005

O primeiro lugar, para o Times, ficou com o filme francês "Caché" ("Hidden"), de 2005. O suspense, com roteiro e direção assinada por Michael Haneke, acompanha o drama de uma família que começa a ser chantageada por alguém que eles não têm a menor ideia de quem seja.
A listagem, como todas do tipo, promete causar comoção entre os fãs. Precavendo-se, o jornal já convidou o público para opinar em seu site.
Apesar de escolhas inusitadas como "Borat" e "Team America", há também espaço para a superprodução "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", o infantil "Monstros S/A", o drama recente "Deixe Ela Entrar", um David Lynch com "Cidade dos Sonhos" e até mesmo o cult "Donnie Darko".

Conheça os 100 filmes citados pelo jornal:

1. Caché (Michael Haneke, 2005)
2. A Supremacia Bourbe/O Ultimato Bourne (Paul Greengrass, 2004, 2007)
3 Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel Coen, Ethan Coen, 2007)
4 O Homem-Urso (Werner Herzog, 2005)
5 Team America: Detonando o Mundo (Trey Parker, 2004)
6 Quem Quer Ser um Milionário? (Danny Boyle, 2008)
7 O Último Rei da Escócia (Kevin Macdonald, 2006)
8 Cassino Royale (Martin Campbell, 2006)
9 A Rainha (Stephen Frears, 2006)
10 Hunger (Steve McQueen, 2008)
11 Borat (Larry Charles, 2006)
12 A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006)
13 This Is England (Shane Meadows, 2007)
14 4 Meses, 3 Semanas & 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007)
15 A Queda (Oliver Hirschbiegel, 2004)
16 Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)
17 O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)
18 Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)
19 Vôo United 93 (Paul Greengrass, 2006)
20 Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)
21 Boa Noite, e Boa Sorte (George Clooney, 2005)
22 Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002)
23 O Equilibrista (James Marsh, 2008)
24 Extermínio (Danny Boyle, 2002)
25 Dançando no Escuro (Lars Von Trier, 2000)
26 Minority Report (Steven Spielberg, 2002)
27 Sideways - Entre Umas e Outras (Alexander Payne, 2004)
28 O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007)
29 Quero ser John Malkovich (Spike Jonze, 2000)
30 Irreversível (Gaspar Noé, 2002)
31 Iraq in Fragments (James Longley, 2006)
32 Gladiador (Ridley Scott, 2000)
33 Um casamento à Indiana (Mira Nair, 2002)
34 Procurando Nemo (Andrew Stanton/Lee Unkrich, 2003)
35 E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2002)
36 Na Captura dos Friedmans (Andrew Jarecki, 2004)
37 Amor à Flor da Pele (Wong Kar Wai, 2000)
38 Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)
39 Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)
40 Syriana (Stephen Gaghan, 2005)
41 Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006)
42 Os Incríveis (Brad Bird, 2004)
43 Batman - O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)
44 Sob a Areia (François Ozon, 2000)
45 Touching the Void (Kevin Macdonald, 2003)
46 Traffic (Steven Soderbergh, 2000)
47 My Summer of Love (Pawel Pawlikowski, 2004)
48 Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton/Valerie Faris, 2006)
49 Ligeiramente Grávidos (Judd Apatow, 2007)
50 O Senhor dos Anéis: O retorno do Rei (Peter Jackson, 2003)
51 O Quarto do Filho (Nanni Moretti, 2001)
52 O Jardineiro Fiel (Fernando Meirelles, 2005)
53 Milk (Gus Van Sant, 2008)
54 Papai Noel às Avessas (Terry Zwigoff, 2003)
55 Chopper (Andrew Dominik, 2000)
56 Volver (Pedro Almodovar, 2006)
57 The Consequences of Love (Paolo Sorrentino, 2004)
58 Shaun of the Dead (Edgar Wright, 2004)
59 Ser e Ter (Nicolas Philibert, 2002)
60 A Lula e a Baleia (Noah Baumbach, 2005)
61 A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)
62 O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Adam McKay, 2004)
63 Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)
64 A Criança (Jean-Pierre Dardenne/Luc Dardenne, 2005)
65 Valsa Com Bashir (Ari Folman, 2008)
66 Cidade de Deus (Fernando Meirelles, Katia Lund, 2002)
67 Gomorra (Matteo Garrone, 2008)
68 Memento (Christopher Nolan, 2000)
69 Persépolis (Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi, 2007)
70 Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet, 2008)
71 Monstros S/A (Pete Docter/David Silverman/lee Unkrich, 2001)
72 Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)
73 De Tanto Bater, Meu Coração Parou (Jacques Audiard, 2005)
74 O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)
75 Fale com Ela (Pedro Almodóvar, 2002)
76 Control (Anton Corbijn, 2007)
77 Tiros em Columbine (Michael Moore, 2002)
78 About Schmidt (Alexander Payne, 2002)
79 Le Grand Voyage (Ismael Ferroukhi, 2004)
80 Eu, Você e Todos Nós (Miranda July, 2005)
81 In The Loop (Armando Iannucci, 2009)
82 Yi Yi: A One and a Two (Edward Yang, 2000)
83 Ventos da Liberdade (Ken Loach, 2006)
84 Hotel Ruanda (Terry George, 2004)
85 A Professora de Piano (Michael Haneke, 2001)
86 O Orfanato (Juan Antonio Bayona, 2007)
87 Time and Winds (Reha Erdem, 2006)
88 The Royal Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)
89 Escola de Rock (Richard Linklater, 2003)
90 Penetras Bons de Bico (David Dobkin, 2005)
91 Lantana (Ray Lawrence, 2001)
92 Estranhos de Passagem (Stephen Frears, 2002)
93 O Clã das Adagas Voadoras (Zhang Yimou, 2004)
94 Uma Verdade Inconveniente (Davis Guggenheim, 2006)
95 Amores Brutos (Alejandro González Iñárritu, 2000)
96 Morvern Callar (Lynne Ramsay, 2002)
97 Sympathy for Lady Vengeance (Park Chan-Wook, 2005)
98 Crash (Paul Haggis, 2004)
99 Battle Royale (Kinji Fukasaku, 2000)
100 O Diabo Veste Prada (David Frankel, 2006)




Assisti o filme do Scooby Doo, com atores que representaram os personagens. Uma história investigativa cheia de detalhes, como o desenho.



Ratatouille - já tinha assistido esse filme, agora tenho na minha coleção particular. São 86 filmes em casa...fora os emprestados, galera devolve ai rsrs



Número 23, já assiti esse filme e foi demais ter comprado esse filme. As pessoas que estão acostumadas a ver Jim fazendo comédia; irão se surpreender ao ve-lo neste filme de suspense incrível !!!


O menino de pijama listrado - muito bem recomendado....preciso ver ....



Lie to me (Mentira pra mim), filme que tem o título em português - Flerte o jogo do amor.
Assisti hoje o filme...me fez pensar e repensar sobre muitos assuntos .... amigos, amigas,
ex-namorados...lembrei muito de você hoje Ro...
Depois de assitir The Closer...um filme que me deixou bem depressiva....hoje assiti a esse tema, dando boas risadas...
vale a pena você ver ...


Jonny Deep, meu ator preferido depois do Selton Melo e a Fernanda Torres; claaaaaaaaro



Filme nacional, minha paixão !!!



Filme exelente, assisti hoje.
Bom para reletirmos até aonde vai o nosso caracter .



A procura da felicidade....chorei muito...
O amor vence barreiras e constroi uma vida digna; mesmo diante das mais impossíveis e imagináveis situações....
Essencial para rever valores ...



Bjs a todos e boa seção de pipoca !!!
JuJah

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

NEWS CULTURAIS

Ontem mencionei que estaria com os Gêmeos e a rainha da Suécia...mediante a terrivel chuva que rolou ontem, não consegui chegar ao local, pois São Paulo está um grande caos !!
Fica pra próxima.
Mas tem muitas news culturais pra você ficar antenado !!
Show do Wado
6/11 hoje em Goiânia
Local: Metrópolis ( Av. 83, 372, Setor Sul em frente ao Biscoito Caseiros
Horário: 21hs
Entrada: R$ 10,00

7/11 - Brasilia
Local: Mostra Nacinal Ambiental Ecovila – Sede do IBAMA
L4 Norte – ao lado dos correios e próximo ao centro olímpico da UNB
Horário: 19hs
Entrada: franca

SHOW
Buddy Guy e Dianne Reeves, ícones do blues e do jazz respectivamente, se apresentarão gratuitamente em São Paulo no dia 29 de novembro.
O evento Telefônica Open Jazz, que já trouxe ao país shows de Herbie Hancock, Macy Gray e Diana Krall, acontece no palco do Parque da Independência a partir das 16 horas.

O primeiro show do dia será de Dianne Reeves.

Na seqüência acontece a apresentação do guitarrista Buddy Guy. O músico deve tocar, além de canções clássicas, material de seu trabalho mais recente, “Skin Deep”, lançado em 2008

Data: 29 de novembro,
Horário: 16h
Onde: Parque da Independência (Av. Nazareth, s/n, Ipiranga )
Entrada pela Rua dos Patriotas, portão principal
Entrada: franca
Capacidade: 25 mil pessoas


DIANNE REEVES -PARTICIPAÇÃO ESPECIAL NO SHOW DE BUDDY G
O disco mais recente é “When You Know”, de 2008, venceu por quatro vezes o Grammy de Melhor Performance Vocal de Jazz e é um dos principais nomes do jazz contemporâneo.


PROCESSO X BEATLES
A gravadora EMI entrou com um processo no Tribunal Federal de Los Angeles, nos Estados Unidos, contra a loja virtual BlueBeat por violação de direitos autorais ao vender músicas dos Beatles em sua página na internet.

Em seu catálogo, a BlueBeat oferece a discografia completa do grupo, e cada canção custa US$ 0,25. A iniciativa da loja foi considerada surpreendente, já que a banda não acertou com nenhuma empresa a comercialização de suas músicas por comércio virtual, nem mesmo pelo popular iTunes, da Apple.
Todo o lucro obtido pela EMI com o material dos Beatles é obtido por meio da venda de formatos físicos, como o recente lançamento da discografia do grupo remasterizada digitalmente ou o simulador "The Beatles: Rock Band".


SHOW
Gilberto Gil, que se apresenta neste sábado (7) no Porto e na próxima terça-feira (10) em Lisboa com o filho Bem e o violoncelista Jacques Morelenbaum, prepara um novo disco sobre as festas juninas, e vai fazer uma canção para Tereza Salgueiro.
Em declarações à Agência Lusa, o músico afirmou que deve entrar em estúdio "em janeiro ou fevereiro" para gravar.No palco da Casa da Música e no Centro Cultural de Belém, Gilberto Gil não apresentará nenhuma destas canções até porque tem preferido "redescobrir" o seu repertório "com novas roupagens".
"Tenho um repertório de cerca de 500 canções e algumas ficaram esquecidas, outras foram-se perdendo, e agora me dá curiosidade em revisitá-las, tanto mais com estes arranjos de cordas que são mais sensíveis nas harmonias", explicou o músico.

O encontro entre os três músicos "era uma vontade muito grande do Jacques", explicou Gilberto Gil. O músico não revelou o que vão tocar, preferindo que "seja uma surpresa para o público" como foi para si "redescobri-las com esta nova roupagem que permite passear por cada canção".Referindo-se ao filho Bem, com quem partilhará o palco, afirmou que é "como se fosse filho duas vezes, pois é um apreciador" da sua música e também "cultiva o violão". "O Bem é um prolongamento meu, é um apreciador da minha forma de tocar e compor, há um interesse direto, é meu filho por duas vezes", disse.

Bem não é o único filho do cantor e compositor que também anda pelas lides musicais. "Houve o Pedro, baterista, que morreu de acidente, há a Preta, a Nara e o Bem. Com todos é interessante e tocante estar junto em palco, temos uma maior partilha até da vida por falarmos a linguagem musical. É reconfortante", disse. Gilberto Gil e Bem estiveram já juntos em palco em Portugal em 2001.
O músico brasileiro acompanha "conforme pode" o que se faz musicalmente em Portugal. "Ainda agora atuei com a Tereza Salgueiro, e o seu guitarrista Pedro Jóia que é excelente e me convidou para fazer uma canção para ela, em que aliás comecei já a trabalhar", disse.A música de Gil deverá integrar o próximo álbum da ex-vocalista dos Madredeus. "Trabalhei já com a Mariza e a Orquestra das Beiras, num espetáculo em Aveiro, com a Maria João com quem trabalho muito, e gosto. Gosto também da pianista Maria João Pires que tem feito um trabalho relevante", disse.


GIL E A FESTA JUNINA
Em relação ao seu próximo trabalho o músico afirmou que se inspirou nas "Festas Joaninas [Santos Populares]" que é "um ciclo muito rico de tradições musicais e culturais populares, principalmente no Nordeste". Começará a gravar no início do próximo ano, "para coincidir o lançamento do CD a tempo das festas e fazer uma série de concertos em locais especiais", adiantou.


GIL E APOLÍTICA


Em declarações à Lusa, o músico afastou qualquer possibilidade de voltar a envolver-se na política, principalmente ser candidato à vice-presidência da República, ao lado de Marina Silva. "Já falei para Marina Silva que estou fora, não estou interessado em voltar à política".


NASI


O fim do Ira! não significou o início de uma vida de sombra e água fresca para Nasi. Pelo contrário: após o rolo que resultou em um processo de interdição contra ele movido por seu pai, Airton, e por seu irmão e ex-empresário, Airton Júnior – que ainda está vivo nos tribunais –, o cantor está trabalhando mais que nunca.
Sua mais nova empreitada é o cinema: em sua estreia como ator, ele interpreta o viciado Castro no filme Sem Fio, de Tiaruju Aronovich, que está sendo exibido na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que foi até 5 de outubro.
Além de estar nas telonas, o ex-vocalista do Ira! também comenta futebol no rádio (no programa 90 Minutos, da emissora Kiss FM) e na televisão (no Bola na Rede, da Rede TV!), segue fazendo shows Brasil afora e está em fase de produção de seu primeiro DVD-solo – Ao Vivo Na Cena, que deverá ser lançado logo após o Carnaval do ano que vem.
Em entrevista , o cantor fala sobre sua primeira experiência no cinema e seus outros projetos. Também dá sua visão para o fim do Ira!, com direito a comentários irônicos sobre seus ex-companheiros de banda e o objeto da ação movida por seus familiares: o fato de, supostamente, estar passando pro graves problemas psicológicos.
“Eles ainda acham que estou insano (risos)”, afirmou.
Leia abaixo a íntegra do papo!
Nasi, essa foi sua primeira experiência como ator?
Em 2006, o (ator) Selton Mello me chamou pra fazer um personagem em um quadro no Tarja Preta [programa que apresenta no Canal Brasil]: era um bartender, um personagem meio Tony Soprano. Além disso, os videoclipes que ele dirigiu para o Ira! e para a minha carreira-solo, como Flerte Fatal e Corpo Fechado, tinham uma linguagem bem cinematográfica, então também considero experiências nesse sentido.
E como surgiu o convite para atuar?
O Tiaruju [Aronovich] pretendia trabalhar com um não-ator, um cantor de rock que tivesse certo estereótipo, mais atrevido. Tanto que ele também pensou no Lobão. Para compor o personagem, usei alguns aspectos da minha vida, como o fato de ter sido dependente químico de cocaína. Mas não sou tão niilista como ele (risos). O curioso é que também participo de outro filme da mostra: Natimorto, no qual fiz a locução da voz do pensamento obsessivo do personagem principal.

Você já tinha imaginado ser ator? Vai continuar nessa carreira?
Eu sou um cinéfilo. Coleciono e vejo várias vezes os filmes que gosto. Foi uma experiência legal e posso, sim, repetir, desde que seja num filme que fique interessado em ver, que me dê bem com o diretor e tenha liberdade para construir o personagem. O meu parâmetro é o [cantor, compositor e ator americano] Tom Waits, que tem experiências com o cinema e faz personagens que têm a ver com a estética da música dele. Mas não vou ter agente nem nada, até porque brinco dizendo que o cinema não pode me dar o dinheiro que a música dá (risos).
Você também está trabalhando em programas de futebol no rádio e na televisão...
Isso aí vem mais da minha paixão pelo rádio. Se não estivesse falando sobre esse assunto, arrumaria outra desculpa. Até queria ter um daqueles programas de madrugada em que o locutor conversa com as pessoas. O futebol é, para mim, uma metáfora da vida. Gosto mais de falar sobre bola do que sobre música. E, por causa do estilo que eu e o Ronaldo [ex-goleiro do Corinthians, comentarista e companheiro de Nasi nos dois programas] empregamos na Kiss FM, a Rede TV! acabou me chamando. É bom porque quebra um pouco essa associação, que é mais que justa, do futebol com o samba: afinal, roqueiros também jogam bola! (risos).
E como está sua carreira musical?
Estou produzindo, também com o Tiaruju, meu primeiro DVD-solo. Gravei ao vivo no estúdio, mas sem público. A mixagem será do [produtor americano] Roy Cicala, que foi dono do importante estúdio Record Plant, em Nova York, e produziu sete discos do John Lennon. As filmagens serão em alta definição e vamos colocar uma linguagem a cinematográfica nas imagens, em termos de enquadramentos, luzes etc.
Quando ele vai ser lançado?
Pretendo que ele saia após o Carnaval. Vou começar a abrir conversas com gravadoras e TVs de música, mas também posso lançá-lo de forma independente. São 16 músicas: duas inéditas, três regravações do Ira! e um repertório vasto, que vai de Eddie a João Bosco, passando por Picassos Falsos, Cazuza e outros. Pode parecer muito eclético (risos), mas tem a cara da minha banda, é um formato de rock bem consistente. Ator, cantor, produtor, comentarista esportivo no rádio e na TV...
Por mais traumático que tenha sido, o fim do Ira! te possibilitou trabalhar em vários outros projetos, não?
É claro que eu não queria que a coisa fosse daquela maneira, mas a coisa estava limitante. Eu queria ser mais senhor do meu tempo. O Edgard [Scandurra, ex-guitarrista da banda] também concordava com isso. Se a relação entre nós estivesse boa, ainda valeria a pena, mas não estava. O problema é que o dinheiro falou mais alto. Por circunstâncias de vida – filhos em colégios caros, bodas de casamentos (risos) – eles decidiram continuar no empregão. Para mim, que tenho um estilo de vida mais outsider, aquilo tudo não servia mais. E foi nessa necessidade de tirarmos férias do Ira! e de nós mesmos que percebi um monte de coisa errada lá.
E como anda esse rolo todo, com processos e tudo mais?
Eles até tentaram até me interditar na Justiça, mas não deu certo (risos). Obviamente, depois de fazer todos os testes [psicológicos], o processo foi considerado improcedente. Mas aquele que se diz meu irmão e meu pai, a quem nunca mais vi e nem falei – espero que ele esteja vivo, até porque vamos nos sentar numa mesa de tribunal, pois estou lhe movendo um processo por danos morais – estão recorrendo, então ainda acham que estou insano (risos). Fico imaginando os senhores desembargadores me assistindo na Rede TV!, nos shows, e pensando: “puxa vida, se ele é insano, então deve ser o insano mais competente que existe” (risos)!


CHORÃO

O Chorão de 'Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva', novo CD do Charlie Brown Jr., não é nem sombra do Chorão de 'Imunidade Musical', de 2005. A caminho dos 40 anos, o vocalista de uma das bandas nacionais de maior sucesso entre a garotada parece ter jogado para escanteio a nuvem negra que pairava sobre ele na época do lançamento de Imunidade.

Com a imagem desgastada após a briga com Marcelo Camelo e a saída de todos os antigos integrantes da banda, Chorão se viu na linha de tiro e decidiu falar apenas com um ou outro veículo da imprensa. Depois decidiu se fechar em copas e tocar sua vida sem dar mais declarações.

“Não fugi da situação, só não queria tocar no assunto. Rodou o filme 'O Magnata', com o amigo Paulinho Vilhena, lançou trilha sonora do longa, inaugurou pista de skate em Santos. E foi refazendo sua vida pessoal, passou a pensar mais na família, no filho de 19 anos, assistindo de camarote a muitas discussões na internet que levantavam até a hipótese do fim da banda.

Preferiu deixar quieto. Afinal, a ideia era tirar férias de tudo depois de uma década na estrada. “Não parei um só carnaval. Foi assim 12 anos direto”, conta ele. Antes do recesso, houve a troca de gravadora. “Nosso contrato com a EMI estava acabando e a gente não tinha vontade de renovar. A Sony ficou sabendo do nosso passe livre e começamos a conversar.

Havia possibilidade de virar independente, mas tivemos a proposta de um trabalho legal, para fazermos o que estivéssemos a fim.” Ficou acertado que o primeiro trabalho seria ao vivo com antigos sucessos e algum material inédito. Antes, o vocalista queria suas férias. Acabou sendo um ano sabático. “Os primeiros cinco meses foram de total vagabundagem, mas a banda continuava a tocar junta. Depois voltamos a ensaiar e a compor.

Com a cuca descansada, Chorão e sua trupe acharam que valia a pena investir num CD de inéditas e deixar o ao vivo para uma próxima oportunidade. Mesmo com a liberdade - e a disposição - de experimentar mais, não há como desassociar a combinação de dub, reggae, hip-hop, rock e hardcore da fórmula musical básica da banda.

O próximo passo é pôr o pé na estrada e um novo longa, inspirado em 'O Cobrador', de Rubem Fonseca, que Chorão planeja filmar no ano que vem.

Brasileiros e franceses em uma só batida no palco do “Station Brésil”

Projeto apoiado pelo Ano da França no Brasil promove no Recife encontros entre músicos dos dois países em apresentações gratuitas .

Foi difícil saber onde começava o ritmo brasileiro e quando terminavam os acordes franceses em uma noite de 3 de dezembro de riquíssima troca musical, durante a abertura, do festival “Station Brésil”.

O projeto integra a programação oficial do Ano da França no Brasil e segue no dia 4 de dezembro, com entrada gratuita, na Torre Malakoff, bairro do Recife antigo.

Primeiro a subir ao palco, o grupo Siba e a Fuloresta, que tem forte acento dos ritmos tradicionais do interior pernambucano, deu as boas-vindas a Mathieu Boogaerts e juntos protagonizaram a canção “Come to me”, de autoria do músico francês.

“Fizemos um ensaio rápido, mas notamos como a rabeca cairia bem nesta música”, comentou Boogaerts sobre o instrumento que é forte referência no meio rural. Em meio aos espectadores, o cônsul-geral da França no Nordeste, Yves Lo-Pinto, ratificou a proposta do Ano da França no Brasil de proporcionar a descoberta pelo público brasileiro de uma nova cultura francesa, lembrando também que os laços entre as duas nações sempre foram mais fortes especialmente por intermédio da música.

“É muito importante levar a essa juventude o contato com uma música de qualidade. É a continuidade de uma tradição já existente”. Algumas das canções de Thierry Stremler já trazem uma influência brasileira. No set list do músico francês, três canções, “Écoute bien mon cœur qui bat”, “La chanson de Lucie” e “Et pourquoi pas” foram compostas durante o período de um mês em que esteve no Rio de Janeiro especialmente para compor. Os recifenses puderam acompanhar ainda o cantor e compositor Chico César, seguido do percussionista pernambucano Naná Vasconcellos e da apresentação de uma jam session.

A escolha das duplas francesas e brasileiras não foi ao acaso, como explicou o produtor e idealizador do “Station Brésil”, Matthieu Rougé. “Pensamos na riqueza dos músicos, no percurso musical de cada um e apostamos nas performances, o que favoreceu encontros verdadeiros nos palcos”. “Acredito que seria difícil, caso não fosse o Ano da França no Brasil, que shows como este pudessem chegar gratuitamente a cidades brasileiras e acessibilizar a cultura a mais pessoas”. A curadoria do projeto tem ainda a assinatura do produtor Paulo Lepetit.

E foi essa fusão musical que chegou ao público, como destaca a estudante de publicidade, Caroline Dreyer. “Como acompanho a música francesa, aguardei impaciente este projeto e mesmo conhecendo alguns músicos, fiquei surpresa com a qualidade das apresentações”. No dia 4 de novembro, os shows continuam com Mariana Aydar e Spleen, Jeanne Cherdal e Feranda Takai e ainda Bertignac junto a Zeca Baleiro.Após passar por João Pessoa e Recife, o “Station Brésil” segue para Brasília, em data e local a serem confirmados, e São Paulo, nos dias 14 e 15 de novembro, no SESC Pinheiros.

bjs a todos

Jujah