A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

“É uma alegria muito grande estar aqui para ver que meu aluno se tornou um homem de sucesso. O menino cresceu, se tornou famoso e representa nosso País”, colocou Mabel. Para ela, o Ano da França no Brasil significou esta oportunidade única de juntar os dois países, separados por “um oceano de saudades e possibilidades”. “A gente tem no Brasil a beleza do que é novo. Isso se une à beleza do antigo, da Cidade Luz, e tudo isso vira muita luz para todos”, filosofa a poetisa.No show, Costa cantou duas músicas que fez baseadas em poemas de Mabel, Lona Estragada e Anoitecendo, como forma de homenagear a ex-professora primária. Ao final da homenagem, ele oferece a ela um ramalhete de rosas brancas. Além de Mabel, também estava sentada na audiência Dona Naná, mãe do cantor e compositor, que pela primeira vez veria o filho atuar no palco. “É uma emoção muito forte, nunca vi meu filho no palco antes”, disse a senhora, minutos antes de começar o espetáculo. Para ela, Paulo Costa cantou Fuxico, escrita para lhe celebrar, e também deu um ramalhete de rosas.
Após passagens de sucesso em Ilha das Cobras, São Gonçalo e Graúna, a comunidade do bairro da Ponte Branca, em Paraty (RJ) será mais uma a ser visitada, no dia 21 de outubro, pelo projeto franco-brasileiro Cinema Itinerante.
O evento, que integra as celebrações oficiais do Ano da França no Brasil, é uma co-realização entre as ONGs Cineclube Paraty e o Cine Bus, que tem como objetivo levar o cinema às periferias da cidade histórica da região sul fluminense.
O projeto, inaugurado no dia 14 de novembro e com duração até 27 de novembro, passará por sete comunidades paratienses onde uma grande parte de suas populações nunca teve a oportunidade de assistir a um filme em tela grande. Para isso, foi trazido da França uma tela inflável de 12 x 8 metros e um pequeno projetor portátil de 35 mm com uma lâmpada de 2.600 watts, transportado em um caminhão de baú pequeno.
Em cada apresentação, são exibidos três filmes de uma seleção de quatro: “O Garoto” (The Kid), de Charles Chaplin, o curta-metragem brasileiro “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, o francês “Microcosmos – Fantástica Aventura da Natureza” (Le Peuple de l’herbe), de Claude Nuridsany, e “O Rei e o Pássaro” (Le Roi et l’Oiseau), de Paul Grimault.Bernardete Passos, membro do Conselho do Cineclube Paraty, explicou que o projeto nasceu da admiração de sua associação pelo trabalho do Cine Bus, e pelo desejo de ter uma estrutura semelhante na cidade, que só conta com uma sala uma vez por semana – na Casa da Cultura, localizada no Centro Histórico.
“Nossas duas ONGs nutrem uma forte amizade e conseguimos viabilizar a vinda deles graças ao Ano da França no Brasil. Trazer cinema com tela grande e filmes de qualidade em Paraty é novidade, mais ainda por ser nos bairros. Sem o apoio do Ano da França no Brasil, esse evento não aconteceria”, afirmou.

O diretor-geral do Cineclube Paraty, André Góes, explicou que desde o início da fundação da ONG o objetivo era levar o cinema a locais que nunca tiveram possibilidade de acesso. “Através da parceria com o Cine Bus e com o contexto do Ano da França no Brasil conseguimos colocar esse sonho em prática.
O cinema tem o poder de tocar e emocionar as pessoas. Queira ou não, ele te faz refletir sobre a vida. Se bem utilizado, é um grande instrumento pedagógico de transformação”, disse Góes.Por sua vez, o representante do Cine Bus, Bernard Seyssel, que comandava as projeções, explicou que esta é a primeira vez que o Cine Bus realiza um projeto fora da França.
“Começamos há 25 anos da mesma maneira que o Cineclube Paraty, o que nos sensibilizou muito a participar. Hoje somos uma federação de 35 cidades centradas na região Ródano-Alpes e exibimos filmes em todas as partes do ano. Para nós, estar em Paraty é uma grande aventura e fizemos questão de trazer parte da estrutura para cá, usar nosso equipamento e experiência. O som foi comprado aqui e ficará com o CineClube”, disse Seyssel, que espera voltar logo ao Brasil para repetir a experiência.

O responsável pela ponte que intermediou as negociações entre as duas ONGs foi o francês David Chaigne, representante associação Eloisa de Mediações Culturais. Segundo ele, a amizade foi uma palavra-chave para conseguir concretizar o projeto.
Um ótimo feriado a todos
bjs JuJah



























